Karl Marx foi um importante
revolucionário alemão e fundador da doutrina comunista. Sua teoria é uma
radical crítica da sociedade capitalista. Para ele, o capitalismo e a burguesia
destruíram todas as relações e transformaram tudo em puro interesse financeiro.
No século XIII, com o
renascimento urbano e comercial, surgiu na Europa uma nova classe social, que
buscava lucro através de atividades comerciais. Essa classe era a burguesia. Os
ganhos dos trabalhadores estavam todos relacionados ao dinheiro em circulação,
ao lucro, ao acúmulo de riquezas, entre outros.
Hoje em dia, a grande ordem que
rege o mundo é o capitalismo. As pessoas trabalham cada vez mais com o propósito
de comprar e acumular cada vez mais. O capitalismo manifesta a negatividade tanto
da dominação cultural e política, quanto da exploração. E isso se traduz na
crescente alienação da população. Segundo Marx, o homem se aliena no processo
capitalista de produção, tornando-se apenas uma figura produtiva, sem valor. Ele
passa a não ser mais dono de seus instrumentos de trabalho e passa a não
possuir mais controle sobre a divisão de trabalho. Além da alienação
capitalista, Marx também critica a alienação religiosa. Para ele, o Deus do
homem é o próprio homem. Sendo religiosamente alienado, o homem deixa de lutar
para melhorar sua condição social, pois acredita que a justificativa da
desigualdade do mundo capitalista se dá a Deus. A luta contra essa desigualdade
passa a ser deixada de lado.
O regime capitalista é capaz de
produzir cada vez mais mercadorias, mas a miséria permanece para a maioria. Já uma
sociedade comunista se caracteriza pela justiça e abolição das classes sociais.
No primeiro regime, duas classes são as principais: a burguesia, que é a detentora
dos meios de produção; e o proletariado, que vende a sua própria força de
trabalho.
Portanto, vê se uma clara dominação
da burguesia sobre o proletariado, onde o primeiro visa sempre à acumulação de
capitais e riquezas, e o segundo é o meio que a burguesia encontra de conseguir
o desejado, explorando o proletariado a vender o seu trabalho. E essa é a
crítica que Marx faz, para ele não se deve existir um dominador e um dominado, não
deve existir diferença social.

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ResponderExcluirAlém do que foi dito acima, é interessante a questão que Marx propõe: por que, anteriormente, a troca de mercadorias não gerava empobrecimento de nenhuma das partes, mas quando o dinheiro passa a ser o equivalente geral para as trocas, um enriquece e o outro empobrece na transação? Apesar do raciocínio lógico nessa análise, Marx não contava com o fetiche da mercadoria e com o valor subjetivo que ela poderia despertar nos consumidores, incentivado pela indústria cultural e agências de publicidade.
ResponderExcluirTalvez esse seja o motivo pelo qual Marx considerou que o capitalismo não duraria tanto tempo; acreditava que assistiria ao seu fim ainda em vida. Por meio de incentivos do Estado para que o trabalhador/consumidor se acomode com o sistema e não se mobilize para uma revolução proletária, o capitalismo e a dominação inerente a ele se perpetuam.
RA00113198
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ResponderExcluirCom certeza a base da análise de Marx sobre o Capitalismo é a luta de classes,que ao longo da história somente mudou de formas mas que na sua essência continua sendo a mesma, e que agora têm como personagens os proletários e os burgueses.Achei muito importante o ponto levantado quanto á religião,pois muita vezes confundem-se essa crítica que Marx faz ao uso da religião,e lhe acunham de ser ateu dentre os outros vários mitos que cercam o marxismo e o comunismo por extensão.Ao chamar a religião de Ópio do Povo Marx não estava fazendo uma crítica direta a Deus ou á questão espiritual em si, mas sim, buscava afirmar que para o povo, oprimido pelas mazelas,penúria e desigualdades sociais, a religião servia de válvula de escape,era uma das consequências da sociedade capitalista oprimente, que fazia com que os homens se refugiassem na religião buscando sair da miséria real em que viviam.O ópio era uma substância altamente cara, que servia para os próprios burgueses saírem do limbo que o Capitalismo causava até para eles mesmos, detentores de riquezas.O povo,sem ter a oportunidade de ter acesso á mesma forma de abstração,tinha como alternativa a religião.Ao olharmos para as Universais e Mundiais da vida de hoje em dia,por exemplo, podemos ver que Marx não estava errado quanto á isso.
ResponderExcluirLuciana Alves Lima
RA 00121111