quinta-feira, 10 de maio de 2012

Hobbes, Locke e Rousseau, no que diz respeito à concepção de natureza humana, liberdade e propriedade privada


A princípio, tracemos o perfil do homem natural na visão desses pensadores políticos.  Começando por Thomas Hobbes, o homem é genuinamente dominado por desejos e paixões, egoísta, igual, autocentrado e insociável, segundo ele, necessita-se de contato social para que haja o que chamamos de sociabilidade. Para Rousseau, todos são bons por natureza e corrompidos pela sociedade, “o homem nasce livre, mas por toda a parte encontra-se acorrentado” e que a liberdade também é importante. Já Locke, acredita que somos livres, iguais e racionais e defende, em estado de natureza, a irregularidade na defesa.
Tratando-se de liberdade, temos visões parecidas em certas circunstâncias, Locke diz ser o cidadão livre para agir desde que não prejudique a outro, e aponta isso como de extrema importância e Hobbes, seguindo uma mesma linha de raciocínio à favor ilimitado da liberdade, sugere que sejamos livres incondicionalmente para que preservemos a nossa própria vida. De acordo com o, autor a liberdade é um valor retórico. Rousseau, por sua vez, acredita que a liberdade natural não existe, sendo assim, impossibilita a oportunidade de legitimar uma possível liberdade civil, e que sua servidão à sociedade é dita como voluntária. Somos livres quando cumprimos a lei que nos demos e que esta deve justificar-se diante da razão, o homem racional emancipado é todo aquele que é livre e igual. Segundo ele, o homem não obedece a lei, mas aos próprios instintos de natureza humana.
A contrariedade de pensamentos faz-se a partir do momento em que se trata de propriedade privada. Na concepção de John Locke, a propriedade é o bem maior de um indivíduo, que por sua vez precede a sociedade, e esta propriedade ilimitada nada mais é do que o dinheiro. O trabalho seria então o fundamento que originou a propriedade particular. A propriedade corresponde então à vida, liberdade e bens de um homem. Enquanto isso, Rousseau diz ser a propriedade privada a causadora de todos os males, já que dela partiria a origem de toda a desigualdade. Thomas Hobbes também defende em sua teoria a propriedade privada, contudo essa propriedade seria subordinada aos interesses do soberano instituído de poder absoluto, visto que este deveria zelar pela paz e, se dispor de uma propriedade que favorecesse esse intento, para que fosse válida essa atitude.