quinta-feira, 14 de junho de 2012

Marx vs Sociedade Capitalista


Karl Marx foi um importante revolucionário alemão e fundador da doutrina comunista. Sua teoria é uma radical crítica da sociedade capitalista. Para ele, o capitalismo e a burguesia destruíram todas as relações e transformaram tudo em puro interesse financeiro.

No século XIII, com o renascimento urbano e comercial, surgiu na Europa uma nova classe social, que buscava lucro através de atividades comerciais. Essa classe era a burguesia. Os ganhos dos trabalhadores estavam todos relacionados ao dinheiro em circulação, ao lucro, ao acúmulo de riquezas, entre outros.

Hoje em dia, a grande ordem que rege o mundo é o capitalismo. As pessoas trabalham cada vez mais com o propósito de comprar e acumular cada vez mais. O capitalismo manifesta a negatividade tanto da dominação cultural e política, quanto da exploração. E isso se traduz na crescente alienação da população. Segundo Marx, o homem se aliena no processo capitalista de produção, tornando-se apenas uma figura produtiva, sem valor. Ele passa a não ser mais dono de seus instrumentos de trabalho e passa a não possuir mais controle sobre a divisão de trabalho. Além da alienação capitalista, Marx também critica a alienação religiosa. Para ele, o Deus do homem é o próprio homem. Sendo religiosamente alienado, o homem deixa de lutar para melhorar sua condição social, pois acredita que a justificativa da desigualdade do mundo capitalista se dá a Deus. A luta contra essa desigualdade passa a ser deixada de lado.

O regime capitalista é capaz de produzir cada vez mais mercadorias, mas a miséria permanece para a maioria. Já uma sociedade comunista se caracteriza pela justiça e abolição das classes sociais. No primeiro regime, duas classes são as principais: a burguesia, que é a detentora dos meios de produção; e o proletariado, que vende a sua própria força de trabalho.

Portanto, vê se uma clara dominação da burguesia sobre o proletariado, onde o primeiro visa sempre à acumulação de capitais e riquezas, e o segundo é o meio que a burguesia encontra de conseguir o desejado, explorando o proletariado a vender o seu trabalho. E essa é a crítica que Marx faz, para ele não se deve existir um dominador e um dominado, não deve existir diferença social.

Foucault e o poder


         Para Foucault a classe burguesa com o seu domínio, surgido por conta do capitalismo, persuadia a população (alienada) que acabava ficando “escrava” desse poder e ele acreditava também que os intelectuais eram os produtores das "verdades". Foucault possui várias formas de ver o poder, podendo ser visto como, mercadoria; uma teoria baseada na relação de força (sendo repressora) e uma teoria do poder como guerra. Alem de falar que o poder se da de maneira difusa, onde todos participam e não tem poder apenas nas mãos de uma pequena parte da população. 

        Para opensador, a dominação atual não se dá centralizadamente, como na Idade Media, e sim nas relações sociais e recíprocas. Ele entende que os mecanismos de dominação exercem controle sobre o corpo, consequentemente tendo relações de poder. Identificando assim o poder do corpo e o poder sobre o corpo,vendo o corpo como fornecedor de lucro e de grande produtividade.
      
     Para ele, a escola, a prisão e o hospital são instituições que capturam o individuo e não permitem a interação social ou familiar, apesar de ao longo dos anos houve uma transformação que foi a retirada de castigos físicos nesse local para a implantação de meios mais suaves que permitem que o individuo não destrua os seus recursos vitais tornando essas pessoas mais produtivas para a sociedade.